software livre

Software livre é um assunto pelo qual eu sou particularmente apaixonada. E, neste blog, já falamos sobre algumas alternativas gratuitas ao Photoshop que podem ajudar designers a executar bem os seus trabalhos de edição de imagem, ilustração e layout. Entretanto, ainda não abordamos o que é software livre, quais suas vantagens nem elaboramos uma resposta para a questão que assombra muita gente por aí: designers conseguiriam viver apenas com opções de software livre? Eles deveriam ativamente migrar para essas soluções? É sobre isso o post de hoje.

O que é software livre?

Software livre é um programa de computador que pode ser copiado, modificado, executado e distribuído livremente pelos usuários, de maneira gratuita. Todo mundo possui acesso aberto a seu código-fonte e pode fazer alterações conforme necessário e a liberdade não pára por aí.

Qualquer organização, sistema ou tipo de trabalho pode ser feito com software livre, sem que iss precise ser comunicado a nenhuma entidade específica ou que seu conteúdo precise ser licenciado. O Linux é um software livre, assim como o Mozilla Thunderbird e o LibreOffice.

Quais as vantagens do software livre?

Há uma série de vantagens em se optar por software livre, como você confere abaixo.

1. Segurança

Como o código-fonte de software livre é aberto, é possível conferir tudo que está escrito nele e ter certeza do nível de confiabilidade do produto. Ao contrário do que acontece com software proprietário, que é fechado, dá para saber exatamente para onde as suas informações estão indo e contar com o apoio de uma comunidade que passa seu tempo a procura de falhas, buscando ajustá-las quando necessário.

2. Economia

Software livre é mais barato do que software proprietário, pois na maioria das instâncias ele é completamente gratuito. O fato de não possuir licenças e patentes permite que o software livre saia muito mais barato para uma empresa no momento da aquisição, o que libera capital para o investimento em outras áreas. Para quem é designer autônomo, não ter de pagar pelo Photoshop pode liberar dinheiro para um computador melhor, por exemplo.

3. Flexibilidade

Um software livre pode ser modificado. Isso significa que, com um pouco de conhecimento, você pode incluir ou excluir funcionalidades que não quer. E ele também é mais leve, usando menos recursos de uma máquina, podendo ser rodado até em hardwares mais lentos.

Designers têm alternativas em software livre?

Sim! Designers têm um monte de alternativas em software livre para executar os seus trabalhos. Aqui mesmo, para substituir o Photoshop eu uso o GIMP, no lugar do Illustrator, o Inkscape, enquanto o Scribus se sai muito bem fazendo as vezes do InDesign.

Para editar vídeos uso o Pitivi no lugar do Premiere e, quando não faço apresentações utilizando o LibreOffice Impress, uso um software muito amigável e bastante elegante conhecido como Spice-Up, um tipo de Keynote exclusivo para o Linux.

Além disso, utilizo na minha rotina uma série de ferramentas de produtividade e aplicativos para o Linux que são livres, gratuitos e extremamente funcionais. Todos eles têm o benefício de não adicionar um centavo sequer ao custo de meus projetos e de serem extremamente seguros, algo que levo em consideração sempre que escolho um novo recurso para utilizar.

É possível migrar completamente?

Por experiência própria, digo que é possível trabalhar com alternativas em software livre, mas não afirmo que é possível migrar completamente. Ainda utilizo Windows e Mac vez ou outra e o pacote da Adobe, sempre que um cliente solicita que seus arquivos sejam especificamente fechados em .psd ou .ai, ou me encaminha algo nesses formatos.

Acredito que migrar completamente seja um sonho, pelo menos enquanto não houver compatibilidade total entre as plataformas (e é do interesse de quem detém os formatos proprietários não facilitar essa compatibilização). Mas a realidade é que dá para fazer pelo menos 70% do seu trabalho em software livre e poupar bastante.

E aí, já experimentou algum software livre para fazer design? Qual foi a sua impressão? Conte a sua experiência nos comentários!